A ideia de sacrifício de animais deixa a mente moderna perplexa. “Como pode?!”, muitos no Ocidente pensam. Parece brutal, uma crueldade. Mas um judeu, ou um islamita, possivelmente vê isso de maneira um pouco diferente. Em todo o mundo islâmico, o Eid, celebrado anualmente, inclui bastantes sacrifícios de animais em alguns lugares. E em Israel hoje fala-se muito dos preparativos para recomeçar o sacrifício de animais, que foi uma parte tão essencial da adoração judaica durante milhares de anos.
A palavra e conceito de “bode expiatório” permaneceu na maioria das línguas, e teve sua origem nessas épocas e lugares onde se faziam sacrifícios de animais. No antigo Israel, o sumo sacerdote pegava uma cabra e, impondo as mãos sobre a cabeça do animal, confessava ao mesmo tempo os pecados do povo para que entrassem na cabra e deixassem as pessoas. Depois, carregando os pecados do povo, ela era encaminhada para o deserto onde acabava morrendo; e assim os pecados de Israel deixavam de existir.
Para a “mente moderna” isso pode parecer muito estranho. Mas o pecado também lhe parece estranho. Não encaixa no pensamento científico, nem tampouco qualquer possibilidade da vida continuar além da morte física. Será que esses povos antigos não passavam de tolos que hoje despertam o nosso senso de humor?
Na realidade, o “maior homem de todos os tempos” foi um verdadeiro “bode expiatório”, designado por Deus Pai, desde a fundação do mundo, para desempenhar esse papel. Na “cena de abertura” do ministério de Jesus de Nazaré,
ao ver Jesus se aproximando, o primo João Batista exclamou para um grupo de seguidores: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Naquela época, foi muito mais fácil entender essas palavras do que é para muitos de nós atualmente. Nessa altura, a cultura judaica já convivia com o sacrifício de animais há 2.000 anos, pelo menos. João estava dizendo que Jesus era “o Cordeiro”, enviado pelo Pai, que seria sacrificado pelos pecados do mundo.
E Jesus disse a mesma coisa de si mesmo: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28 e Marcos 10:45). Este tema, de Jesus ser o sacrifício pelos pecados da humanidade, é encontrado em todo o Novo Testamento.
Mas será que foram meras palavras excêntricas do antigo Mestre judeu e Seus seguidores? Não. Essas palavras estão completamente alinhadas com algumas das profeciais mais profundas do Antigo Testamento. Isaías 53 é possivelmente considerado o capítulo mais significativo e esclarecedor de toda a Bíblia, relativamente à revelação do Messias judeu que viria e Seu papel no plano de Deus. Nele lemos que esse Messias vindouro “como um cordeiro levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim Ele não abriu a sua boca.” (Isaías 53:7). E a maioria das pessoas sabe que foi assim que Jesus se comportou diante de Pilatos, o governador romano: “E nem uma palavra lhe respondeu.” (Mateus 27:14).
Jesus cumpriu a função de “bode expiatório”, foi o sacrifício máximo enviado ao mundo pelo próprio Deus para tirar o pecado. O capítulo 53 de Isaías, escrito 700 anos antes do nascimento de Jesus, prediz sobre o futuro Messias: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós … Ele foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo Ele foi atingido … quando a Sua alma for posta por expiação do pecado, verá a Sua posteridade … Ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercede pelos transgressores.” (Isaías 53: 6, 8, 10 e 12).
O “bode expiatório”. “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” Jesus não foi meramente um grande mestre e uma pessoa maravilhosa como me ensinaram desde pequeno. Ele não foi um mero profeta, como milhões no mundo islâmico aprenderam. Ele literalmente veio tirar os nossos pecados e tomar o nosso lugar na morte, para que nós pudéssemos ter vida eterna através Dele. Esse é o Seu propósito, o Seu chamado, o Seu destino.
Entendo tudo isto perfeitamente? Não. Não entendo. Eu admiro alguns pregadores e ensinadores que conseguem apresentar a verdade de tudo isto de uma maneira tão extraordinária. Até hesitei em escrever este artigo por ser um assunto tão profundo e um tanto misterioso.
Mas me deixa feliz saber que não tenho que entender tudo perfeitamente. Porque eu acredito nisto. E descobri ser a verdade quando pedi a Jesus que tirasse o poder do pecado da minha vida e me desse um novo coração e um novo espírito. Isso foi quando eu tinha 20 e poucos anos e causou uma tal transformação no mais profundo do meu ser que nunca mais me deixou, mas cresceu todo este tempo desde então.
Espero que você leve a sério o que escrevi aqui. Ainda que a sua mente não consiga entender, também não precisa. Muitos se prejudicam por acharem que têm que entender tudo primeiro. A verdade é uma coisa que mexe com o coração e fala com a alma, ainda que a mente não entenda tudo. Jesus foi, e é, o “bode expiatório” enviado para tirar os seus pecados para que você possa passar da morte do pecado para a vida eterna de renovação Nele.

















Já chegamos lá? Será que estamos vivendo os acontecimentos finais antes da segunda vinda de Cristo? Alguns zombam deste conceito até não poderem mais. Mas milhões de pessoas sabem o que Jesus disse que iria acontecer antes do Seu regresso. Tenho estudado estas coisas toda a minha vida adulta e estado atento aos “sinais dos tempos” quase todos os dias para ver exatamente onde nos encontramos em relação ao que a profecia divina revela sobre os últimos sinais que aparecerão antes do final desta era.
Contudo, o bom senso nos diz que só porque alguém gritou lobo! falsamente e foi provado que essa pessoa estava errada, não significa que não existam lobos. E se você conhece o final da história, acabou que, de fato, apareceu um lobo quando as pessoas já não acreditavam mais por o menino ter gritado lobo! falsamente tantas vezes. E o lobo fez e aconteceu porque as pessoas, entorpecidas e endurecidas pela descrença, não deram ouvidos quando um lobo de verdade apareceu no meio delas.
Acredito que um templo assim, e a subsequente implantação de sacrifícios de animais, será um dos sinais mais significativos e inegáveis de que os últimos meses e anos que precedem a segunda vinda de Cristo sem dúvida alguma começaram.
Foi só poucas semanas ou poucos meses atrás que a Austrália vivenciou os piores incêndios na história do país. Ao mesmo tempo, o degelo sem precedentes do pergelissolo no Ártico está liberando enormes quantidades de CO2 na atmosfera e contribuindo para as alterações climáticas que já são uma grande preocupação na maior parte do mundo.
Não existe outro acontecimento nos últimos 2.000 anos que prenda a atenção do mundo mais que o Natal e o nascimento de Jesus. Por outro lado, alguns podem dizer: “
Por mais severamente que alguns critiquem o Natal, isso só contribuíu para que os acontecimentos relacionados com o nascimento de Jesus fossem conhecidos em todo lugar e celebrados cada ano, como acontece há 2.000 anos. No mundo inteiro, cristãos e não cristãos costumam saber que Jesus nasceu em Belém. Você pode ser uma criança no Baluchistão ou em uma yeshivá no Brooklyn, mas se perguntar ao seu professor: “
Volto a dizer que 2.000 anos atrás isso tinha um enorme significado para as pessoas, mas para nós hoje não significa praticamente nada. O Messias que viria para os judeus seria um descendente direto do rei Davi, o maior rei que Israel já teve. E, como lemos, o Messias seria de Belém. Agora 2.000 anos depois, as pessoas ainda sabem que Jesus nasceu em Belém. Mas o significado desse fato foi apagado da História.
Jesus não foi um nenezinho qualquer nascido de uma mãe solteira adolescente. Ele era, e é, o Messias prometido a Israel.